Que tal reformar a estante?

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Posted on 26th July 2010 by Thiago Dias in Empreendedorismo | Livros

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Estante de Livros

O desafio de um bom profissional do século XXI é manter-se conectado à informação e ao conhecimento. Não se trata somente de ‘reciclar-se’, mas de estar antenado às novas dinâmicas e tendências do mercado. A figura do profissional local se perdeu em um mundo globalizado, em que um atraso no fornecimento de carne no Sul do Continente Americano pode afetar a venda de Kebab’s nas ruas de Madrid. De fato, profissionais do Novo Século se tornaram seres que se alimentam de conhecimento.

Mas você, um leitor atento, sabe que isso não representa novidade alguma. De fato, há algumas décadas o novo paradigma do conhecimento tem ocupado temas importantes nas manchetes e publicações ao redor do globo. A questão não é se devemos nos alimentar de conhecimento ou não, mas sim qual é a dieta que devemos seguir. De acordo com o website Worldometers.info, somente em 2010, no mundo todo foram lançados 536.240 novos livros. Isso representa quase 75 mil publicações por mês, ou 2,5 mil por dia. Será que há bibliotecas que comportem tantas novidades, ou leitores dispostos a se aventurar em tantas páginas?

Recentemente comprei um livro de marketing do autor Philip Kotler, chamado ‘Marketing 3.0’. Como muitos internautas, pedi o livro pela web store e esperei a entrega pelo serviço postal. Depois de ansiosa espera, abri a embalagem de papelão, rasguei o plástico que envolvia meu livro, e lá estava o meu mais novo passaporte para o conhecimento. O livro era menos espesso do que parecia na foto, mas isso me foi compensado pelo selo na parte superior direita: ‘Palestrante HSM – Inspiring Ideas’. Ótimo, tudo indicava uma boa leitura e uma viagem emocionante às “Novas forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano”, como dizia a frase de efeito da capa.

Não foi necessário gastar mais de meia dúzia de páginas para perceber que havia pegado o avião errado ou que meu passaporte para o conhecimento ainda precisava de um visto. Mas, chega de bla, bla, bla, devo logo dizer a vocês que a leitura foi decepcionante. Texto repetitivo, como aqueles para aquietar crianças. Conceitos maquiados, de relativo fácil observação prática e roteiro que não foge da regra da maioria de livros de administração ou estratégia empresarial. Não estou querendo desvalorizar nosso honroso Best Seller, apenas quero compartilhar com vocês outra proposta.

Assim como empresas de tecnologia, a indústria dos ‘Best Sellers’ é movida à inovação. Novos lançamentos são extremamente necessários para alavancar mais e mais vendas. O problema é que, muitas vezes, o genuíno conhecimento é muito pequeno. Então, que tal deixar o ‘Best Seller’ de lado e aventurar em algo mais antiquado. Sim, antiquado! Aqueles livros que sobram nos sebos, autores consagrados do século passado, cujas obras inspiraram escritores, artistas, políticos e diversos líderes deste século.

Nós devemos sim nos alimentar de conhecimento, porém observar a dieta é importante para evitar a obesidade, ou simplesmente, a perca de tempo. Os livros devem ajudar a formar críticos inovadores, e não apenas executores de receitas prontas no estilo 7 passos para alcançar o impossível.

O próximo post será uma resenha sobre o livro A Utopia, de Thomas More. Uma obra-prima escrita por volta do século XV. Por sinal, este pequeno livro veio junto com a encomenda do livro de Philip Kotler. Apesar da capa menos imponente, a leitura é de um prazer indescritível.

Proponho então uma dieta: ler cuidadosamente não somente o necessário e o novo, mas o que alimenta a alma e nos faz mais fortes para criar e inovar. Isso pode significar envelhecer a sua estante.

Pronto, terminei este artigo. Agora você já pode colocar mais 160 livros novinhos na sua estante. Opa! Mas tome cuidado para não engordar.

Por Thiago Dias

Vender é uma arte

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Posted on 11th February 2010 by Thiago Dias in Empreendedorismo | Negócios

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Vendedor

Vez ou outra amigos animados me mandam mensagens hilárias. Esta eu achei muito boa.

O princípio descrito vale para qualquer tipo de negócio, desde comprar um imóvel para investimento até montar um negócio. O fato é que um empreendedor deve sempre estar atento a seu cliente e atender as suas necessidades. Mas não se esqueça, este cliente pode ser seu filho ou seu chefe, ou seu cliente mesmo… aproveitem a leitura:

Um garotão inteligente vindo da roça, se candidatou a um emprego numa
 grande loja de departamentos da cidade. Na verdade, era a maior loja
de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado nessa loja.

O  gerente perguntou ao rapaz:
 - Você já trabalhou alguma vez na vida?
 - Sim , eu fazia negócios na roça.
 O gerente gostou do jeitão simplório do moço e disse:
 - Pode começar amanhã, e no final da tarde venho verificar como você  se saiu.

O dia foi longo e árduo para o rapaz. As 17:30 o gerente se
acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e
perguntou:

 - Quantas vendas você fez hoje?
 - Uma!
 - Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.
 De quanto foi a venda que você fez?

 - Dois milhões e meio de Reais!
 - Como você conseguiu isso???
 - Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno,
depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Daí eu lhe
vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada.
 Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca
 oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então eu o
acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha.
 Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de
 puxar a lancha levei-o a seção de carros e lhe vendi uma camionete com
tração nas quatro rodas.

O gerente levou um susto e perguntou:

 - Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?

 - Não senhor, ele entrou aqui, de fato, para comprar um pacote de
absorvente para a esposa, e eu disse a ele:

 - “Já que o Sr. não vai estar com a sua mulher neste final de semana, porque o senhor não vai pescar??”

Imóveis: a preferência nacional

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Posted on 10th February 2010 by Thiago Dias in Finanças | Negócios

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Por Thiago Dias

A partir de 2008, quando houve o estouro da crise imobiliária nos Estados Unidos, percebeu-se que a valorização das casas não era eterna. Os americanos foram expostos a uma dura realidade: os sólidos investimentos em imóveis eram um castelo de cartas. De lá para cá, a crise atingiu o mundo. Em 2009, nos EUA, a construção de novas casas caiu 28,2% em relação a 2008. Na Inglaterra a queda foi de 34,4% e no Japão de 37%. O valor dos aluguéis comerciais na Rússia caiu 63% no período dos últimos 12 meses a partir de junho de 2009. No Brasil, curiosamente, esta cifra cresceu 25%.  Especialistas acreditam que, ao contrário do ocorrido nos países mais desenvolvidos, a crise pode ter fortalecido o mercado de imóveis brasileiro.

Com as sucessivas quedas na taxa de juros, os investimentos em imóveis tornaram-se mais rentáveis em relação aos investimentos em renda fixa, como poupança e títulos do governo. O financiamento ficou mais barato e os investidores, inclusive aqueles que vivem fora do Brasil, podem optar por financiar o imóvel diretamente com as construtoras.  Além disso, há perspectivas de valorização dos imóveis nas principais capitais brasileiras. Em Curitiba, por exemplo, os analistas prevêem um crescimento de 22% nos preços até o final do ano. Este mesmo fenômeno está acontecendo em praticamente todas as capitais do país. Pequenos ou grandes investidores, todos à procura de retornos lucrativos, impulsionam o mercado.

Ao investir em imóveis você pode estar pensando em duas coisas. Uma delas é a realização de um projeto de vida, um sonho, que é a casa própria. A outra é a busca de um retorno financeiro que irá garantir ou complementar sua renda no futuro. Se optar pela segunda opção, algumas dicas são importantes.

Ao contrário do que muitos pensam, o investimento correto pode estar longe da sua Terra Natal, principalmente se lá o mercado imobiliário já estiver muito valorizado. Isso significa que você terá mais chances de fazer um bom negócio se pesquisar empreendimentos em outras praças. Além disso, leve em conta o perfil do seu futuro inquilino. Se o imóvel for comercial, escolha um local de fácil acesso e que esteja na rota dos consumidores. Para isso, faça uma pesquisa e descubra se existem outros comércios por perto, se há outros empreendimentos sendo construídos no local e se não há impedimentos legais para o estabelecimento de um comércio nesta região. Pesquisas mostram uma valorização de 25% no valor dos aluguéis comerciais no segundo trimestre de 2009, em relação ao segundo trimestre de 2008. Se a opção for imóvel residencial, diferencie os investimentos populares, de classe média ou de alto padrão. Imóveis muito caros, acima de R$1 milhão, podem oferecer pouca liquidez, enquanto imóveis populares podem render aluguéis baixos.  Leve também em conta que você não irá morar no imóvel. Portanto não é você quem precisa gostar dele, mas sim o seu inquilino.

Outra observação é na hora do pagamento. Se possuir uma reserva, compre à vista. Assim você terá mais chances de conseguir um bom desconto. Mas se precisar financiar, uma boa opção é utilizar as linhas de crédito das próprias construtoras.

Para aqueles que desejam fugir dos problemas com inquilinos, os fundos imobiliários são uma opção mais barata. Essas aplicações funcionam como um investimento em fundos de ações, mas sua rentabilidade vem das aplicações               feitas em diversos tipos de imóveis, como flats, salas comerciais, shoppings e até hospitais. São de longo prazo, cinco anos ou mais, mas é possível aplicar a partir de 10.000 reais. Também podem oferecer menos riscos, pois alguns fundos aplicam em mais de um imóvel, diversificando a carteira. Outra vantagem é que este tipo de aplicação é isenta de imposto de renda, ao contrário dos ganhos obtidos por aluguel ou renda fixa. Estes investimentos estão disponíveis por meio de bancos ou corretoras.

Ao decidir investir, não deixe de acompanhar o retorno dos investimentos. Pode ser útil comparar este retorno com outras modalidades de investimento como fundos, ações e poupança. Lembre-se também que no investimento em imóveis há taxas e tributos específicos como ITBI, corretagem, IPTU, entre outros. Depois de se planejar, agora basta procurar um especialista ou o seu corretor de confiança e começar a investir.

Como prometido,  aí vão alguns links para aqueles que querem saber mais sobre como investir em Fundos de Imóveis

http://www.cvm.gov.br/port/protinv/caderno6.asp

http://dinheirama.com/blog/2007/08/30/imoveis-versus-fundos-imobiliarios/

http://www.hagah.com.br/imoveis/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&template=2912.dwt&pSection=584&section=guia_imoveis